-- Triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando esperar, Sun Tzu (A arte da guerra) --
Publicado por Taylor David em 07/02/2025
Não há evidências de que essa prática seja comum. Além disso, alguma eventual ocorrência não deve fazer a menor diferença, já que os javalis se proliferam exponencialmente e migram com muita agilidade para novas áreas, percorrendo dezenas de quilômetros ao dia.
Essa é mais uma narrativa propagada por alguns grupos de esquerda. A verdade é que as ocorrências envolvendo a caça ilegal de animais silvestres caiu vertiginosamente após a liberação da caça de javali em 2013. Além disso, as ocorrências mantiveram-se em queda, ano após ano, em todo o Brasil. Suspeita-se que, os caçadores, que antes exerciam a caça ilegal, tenham passado a ajudar no controle de javali.
Vale ressaltar, que o javali é um predador, que come filhotes de animais e ninhos das aves, além de competir por alimento. Também polui nascentes e prejudica as florestas, roendo a casca e as raízes das árvores. Portanto, a grande verdade é que o caçador de javali ajuda diretamente na preservação da flora e da fauna silvestre.
Armadilhas do tipo gaiolas ou currais são, de certa forma, eficazes para capturar um número de porcos de uma só vez. Por outro lado, javalis são extremamente inteligentes e aprender a identificar o perigo com agilidade. Alguns deles, que escapam ou presenciam essas armadilhas em ação, jamais cairão em outra semelhante. Para a captura desses javalis mais ágeis, é fundamental o emprego de cães de rastreio.
Armadilhas também possuem o inconveniente de fazerem a captura de animais silvestres, como veados, capivaras, catetos, queixadas e outros.
Em conclusão, afirmar que o emprego de armadilhas é o método mais eficaz para controlar o javali, não passa de mais um mito sobre a caça de javali.
Essa é uma conclusão proposta por alguns artigos tendenciosos sobre o tema. No entanto, não passa de mais um mito sobre a caça de javali. E a verdade é outra bem diferente. O javali possui uma capacidade de reprodução e multiplicação exponencial. Para título de conhecimento, uma javalina (fêmea de javali) atinge maturidade sexual a partir dos 6 meses. Com a capacidade de dar a luz a uma ninhada de 6 a 8 leitões, em uma gestação de apenas 110 dias. Estudiosos sérios sobre o problema dos javalis, já concluíram que 70% deles precisam ser abatidos a cada ano, para que a população siga estável. Ou seja, para que não haja aumento, é necessário eliminar 7 a cada 10 javalis.
Estudos sérios deveriam olhar para a burocracia estatal que existe para se obter as licenças de caça de javali, as severas restrições aos calibres e aos armamentos apropriados para o abate, a dificuldade e a morosidade para se obter uma autorização de compra de arma e os impostos exorbitantes sobre as armas, munições e miras, necessárias para a caça de javali. Portanto, medidas como a redução da burocracia, aumento da eficiência do estado em conceder as licenças e a diminuição da carga tributária seriam medidas efetivas que impactariam positivamente no controle do javali no Brasil, possibilitando que até os mais humildes se juntem a essa causa.
A caça é a principal medida de de enfrentamento do javali em todos os continentes onde ele está presente, incluindo Europa e América do Norte. Simplesmente porque não há outra alternativa viável. Em países como a Coreia do Sul, inclusive o governo local recompensa os caçadores com 70 a 80 dólares por exemplar abatido, independentemente do seu tamanho ou sexo. Por aqui, se o governo não atrapalhasse, já seria uma grande ajuda.
Salvo raríssimas exceções, esse é mais uma inverdade sobre o assunto. Javalis são conhecidos por carregar ocasionalmente doenças como a toxoplasmose, leptospirose, raiva, síndrome respiratória e reprodutiva dos suínos e gripe suína (influenza A). No entanto, para o emprego de cães na caça, exige-se a vacinação completa. Como resultado, mitigando os riscos de serem afetados por alguma dessas enfermidades. E sobre o consumo da carne de javali, vale o recomendados para qualquer outro tipo de carne. Ou seja, o correto cozimento ou congelamento prévio por, pelo menos, 72 horas.
Vale destacar também, que a caça de javali evita que esses entrem em contato com animais de criação e disseminem eventuais doenças.
Essa afirmação é totalmente falsa, sendo mais um mito sobre a caça de javali. Cães de caça precisam receber alimentação adequada, vacinação em dia e constante atividade física, para manter o condicionamento e boa performance em campo. No transporte, normalmente são empregadas gaiolas compatíveis com o tamanho e quantidade de animais. Durante as atividades de caça, é imprescindível que cachorros de agarre utilizem coletes de proteção. Já os cães de rastro e levante, não precisam desses equipamentos de proteção, por não entrarem em confronto direto com os javalis. Contudo, um eventual caso onde essas condições sejam desrespeitadas, não pode ser tratado como regra, para que a utilização dos cães na caça seja questionada.
O emprego de cães é fundamental na caça de javali. São eles os únicos capazes de rastrear e encontrar os javalis mais astutos. Para esses porcos mais espertos, outros métodos como as cevas, esperas e armadilhas simplesmente são ineficazes.
Vale ressaltar, que caçadores também poderiam inverter a questão e contestar a criação de cães confinados em apartamentos, privados de correrem livremente pelos campos e exercerem seus instintos naturais de caça (herdados dos seus ancestrais, os lobos).
Alguns grupos militantes sugerem que caçadores visam abater principalmente javalis machos. Poupando fêmeas e leitões, para que haja continuidade da espécie. Chegaram a essa conclusão, observando os números disponibilizados pelo IBAMA, onde a proporção de machos abatidos é superior. No entanto, ignoram o fato de que a proporção de javalis machos na natureza costuma ser superior, segundo alguns estudos.
Além disso, sugerir que o caçador possa identificar o sexo do javali correndo a 50 ou 100 metros de distância em meio a vegetação, antes de atirar, beira ao ridículo. Portanto, essa narrativa não passa de mais um mito sobre a caça de javali.
Não há evidenciais ou estudos sérios que confirmem essa tese. Por outro lado, a capivara é a grande responsável pela disseminação do carrapato-estrela, que transmite a febre maculosa. Animal esse, que está cada vez mais presente nos grandes centros urbanos. Parques, praças e beiras de rio estão infestadas de capivaras, colocando em risco animais domésticos e moradores. Seria adequado que os políticos começassem a discutir medidas de controle de capivaras.
Essa medida poderia ser defendida por alguém que não conhece e nunca viu um javali ao vivo. Abater um javali selvagem já é difícil, imagina captura-los vivos para depois realizar o procedimento. Isso colocaria pessoas em risco desnecessários, visto que o javali é extremamente agressivo e perigoso. Além disso, após castrados, eles seriam soltos para continuar disseminando doenças, destruindo lavouras, poluindo nascentes e comendo animais nativos? Essa “alternativa” não faz o menor sentido. Javalis precisam ser caçados e abatidos. Ponto final.
FONTE: legalmentearmado.com.br